Canetas emagrecedoras podem reduzir risco de desenvolvimento do câncer de mama? Dra. Paula Saab esclarece

Os agonistas do GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, estiveram entre os temas discutidos durante a ASCO 2026, maior congresso mundial de oncologia. Estudos apresentados no evento indicam que esses medicamentos podem contribuir para a redução do risco de câncer de mama ao atuar no controle da obesidade, além de demonstrarem potencial como terapia complementar em casos específicos da doença.

Apesar dos resultados considerados promissores pela comunidade científica, especialistas alertam que ainda não há evidências suficientes para recomendar o uso desses medicamentos com finalidade oncológica.

De acordo com a mastologista Dra. Paula Saab, é importante interpretar os dados com cautela e evitar conclusões precipitadas. “Neste momento, não podemos afirmar que as canetas emagrecedoras previnem o câncer de mama. O que os estudos sugerem é que, ao controlar a obesidade — um dos fatores modificáveis de risco —, essas medicações podem contribuir para reduzir esse risco em determinadas pacientes”, explica.

A médica ressalta que os estudos apresentados representam um avanço importante na compreensão da relação entre obesidade, metabolismo e câncer de mama. No entanto, ela reforça que novas pesquisas, especialmente ensaios clínicos de longo prazo, ainda são necessárias para confirmar esses benefícios e definir quais pacientes poderão se beneficiar dessa estratégia no futuro.

Enquanto isso, a principal recomendação continua sendo a adoção de hábitos de vida saudáveis, o controle do peso, a prática regular de atividade física e a realização dos exames preventivos, medidas que seguem como fundamentais na redução do risco e no diagnóstico precoce do câncer de mama.