A artista visual sergipana Mai de Jesus faz da memória um território de criação. Em seus trabalhos, cenas do cotidiano, personagens do interior e lembranças da infância ganham forma em obras marcadas pela identidade, sensibilidade e pertencimento. Cada traço revela um pedaço de Sergipe.
Natural de Aracaju, foi nas idas ao sítio dos avós itabaianenses, marchantes, e no encantamento pelas feiras livres que nasceram muitas das referências presentes em sua produção artística. Quintais, ruas, casas, personagens e tradições populares aparecem em seus desenhos como registros afetivos de um estado rico em cultura e histórias.
Sua trajetória também foi construída por experiências em cidades como São Cristóvão e Poço Redondo, onde encontrou novas inspirações na arquitetura, nas paisagens e, principalmente, nas pessoas. A formação em Arquitetura fortaleceu sua relação com o desenho, que se tornou seu principal meio de expressão. Atualmente, sua pesquisa artística também se expande para trabalhos em tela e cerâmica.
O reconhecimento do seu trabalho vem se consolidando por meio da participação em importantes mostras e exposições. Entre os destaques estão a Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), em São Paulo, integrando o ambiente Relicário de Voinha, assinado pelo escritório sergipano Mangaba Estúdio; a II Semana de Arte da Wert Investimentos, em Aracaju, com curadoria de Sara Barbosa; e a exposição Juninas, da Galeria Álvaro Santos, com curadoria de Jaci Rosa Cruz.
Com uma produção que dialoga com as raízes sergipanas de forma autêntica e sensível, Mai de Jesus constrói uma obra que preserva memórias, valoriza a cultura popular e reafirma a identidade do povo sergipano. Seu trabalho tem conquistado espaço no cenário das artes visuais e reforça a força da produção artística de Sergipe dentro e fora do estado.





















