Na formação do Novembro Negro, secretária ouviu os municípios e propôs que os conselhos participem do planejamento das ações de 2027
A secretária de Estado da Assistência Social e Cidadania, Érica Mitidieri, pretende dialogar com os prefeitos e gestores dos 16 municípios sergipanos que estão em processo de instituição de seus conselhos de igualdade racial. Durante a formação do Novembro Negro, realizada nesta quinta-feira, 5, em Aracaju, ela informou que solicitou a relação das cidades para acompanhar o estágio de implantação dos colegiados e identificar as necessidades de apoio de cada município.
No auditório da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seasic), Érica agradeceu aos conselheiros, às equipes e aos profissionais envolvidos na promoção da igualdade racial nos municípios. “A gente sabe que os desafios não são simples, não são fáceis, não são rápidos”, afirmou. Ao final da fala, convidou os representantes dos municípios presentes a se aproximarem para identificar quais cidades estavam representadas no encontro, que reuniu 13 municípios.
A secretária destacou o crescimento no número de conselhos municipais, que passou de quatro para 18 em Sergipe. A meta, segundo ela, é que os 75 municípios do estado contem com um colegiado que permita à população apresentar demandas e acompanhar as respostas da gestão pública.
Érica ressaltou a importância da atuação dos conselhos junto às comunidades, considerando a proximidade com a realidade de cada território. “O conselho municipal está na vivência com as pessoas, a comunidade, ali no município”, afirmou.
A secretária também defendeu uma atuação integrada entre o Conselho Estadual e os colegiados municipais, com visitas aos territórios e suporte às equipes no encaminhamento das demandas. A proposta leva em consideração as particularidades de cada município e as diferentes etapas de estruturação dos conselhos.
Durante a formação, Érica ainda solicitou que as equipes da Seasic e os conselhos estaduais e municipais iniciem o planejamento das ações para 2027. A proposta é estruturar a programação a partir de janeiro, garantindo a realização de atividades e o acompanhamento das iniciativas ao longo do ano.
Ao abordar o respeito à cultura e à liberdade religiosa, a secretária relacionou o planejamento das políticas públicas à realidade da população atendida pelos serviços. “Ninguém pode ser julgado pela sua religião, pelas suas escolhas”, declarou.














